Logo do Bar PirajáPirajá - Esquina carioca



O Primeiro bar carioca de São Paulo

Foto ambiente do Bar Pirajá

O Pirajá é uma declaração de amor ao Rio de Janeiro. Desses amores que chegam de mansinho, mas criam raízes tão fortes que até parece amor antigo. Lembranças do Rio estão por toda parte, nas ondas da calçada, no painel do Nilton Bravo... Mas o maior atestado de carioquice do Pirajá é a visita dos amigos de lá, da turma da gema, sambistas, poetas e cariocas em geral que quando aterrissam em São Paulo fazem questão de dar uma passada, comer uma sardinha frita ou uma empada de camarão, algo que os remeta à terra natal.

Foi no Carnaval de 1997, no Rio, que veio a idéia. Entre o primeiro chopp, no Bracarense, e o quinto, no Lagoa, ela foi amadurecendo. "E se a gente pegasse emprestado esse despojo dos bares cariocas e levasse isso pra São Paulo?" Edgard, Sergio, Mario, Ricardo e Fernando pegaram o avião de volta com a idéia na bagagem. Corta.

Era um domingo. Mario dava uma volta de bicicleta por Pinheiros. Deu de cara com o simpático predinho de esquina, ali no comecinho da Faria Lima, pedindo por um boteco no andar térreo. Acendeu a luzinha, o Pirajá (referência à rua Visconde de Pirajá, em Ipanema) já tinha seu lugar.

Praticar a baixa gastronomia carioca não é tarefa que se aprende da noite para o dia. Os meninos atravessaram muitas vezes a ponte aérea para analisar a empadinha do Salete, degustar o bolinho de camarão com aipim do Braca, conferir o cabrito do Capela e outras iguarias tão especiais quanto estas. Convidaram a parceira das panelas, Aninha Soares, para acompanhá-los. Assim foi brotando o cardápio do Pirajá, cheio de carioquices e algumas pratas da casa. Uma destas criações, o bolinho Carioca, de abóbora com carne-seca, virou clássico, parada obrigatória no roteiro gastronômico da cidade.

As viagens ao Rio renderam também amizades. Gente da gema, artistas de mão-cheia e alguns PhD em botequim. O "Pira" virou a embaixada carioca em SP. Jaguar virou freguês e fez sua maior declaração de amor ao bar criando o Zé do Pi, um personagem que estampa o cardápio.

Ricardo e Edgard, sócios amantes do samba, resolveram dar um banho de cultura popular no botequim, criando a carta cultural (cardápio de livros e cds vendidos no bar) e produzindo o Esquina Carioca, espetáculo que trouxe a São Paulo, em três edições lotadas, bambas de primeira grandeza como Moacyr Luz, Walter Alfaiate, Elton Medeiros, Dona Ivone Lara, João Nogueira, Beth Carvalho, Aldir Blanc e Martinho da Vila.


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